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“Novo Jornalismo”

Hoje em dia uma pessoa que tem um blog pode ser vista como um jornalista“. Gay Talese, ícone do jornalismo mundial.

Gay Talese participou semana passada da Flip (Feira Literária Internacional de Paraty), e em entrevista disse:

Um diploma não torna você um jornalista. Fiquei sabendo da decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro e é uma decisão provavelmente certa. O que faz alguém um jornalista e, mais do que isso, um profissional necessário, é ter posse de informações que vão influenciar as escolhas dos cidadãos de um país. E isso é conseguido através de informação precisa, que ouça todos os lados e seja objetiva.
Quando se vai além da informação óbvia. Algo que dê profundidade, que dê perspectiva. Se o jornalismo deixa de lado a tarefa de fazer um trabalho realmente notável então ele se torna dispensável.
Neste momento, o jornalismo precisa definir o que fará para se diferenciar de qualquer um que tenha tecnologia à disposição
.”

 diploma-

Como todos sabem o STF derrubou semana passada a obrigatoriedade do diploma de jornalista.

Ouve protesto mas nada adiantou. Foram 8 votos contra 1.
A pergunta que fica é “Como será?”.

Lendo alguns sites e blogs de jornalistas e estudantes de jornalismo, percebi grande revolta e disposição para continuar a “batalha” e quem sabe reverter a decisão do Tribunal.

A fim de obter maiores explicações, haverá audiência pública amanhã, quinta-feira (09/07) para discutir sobre o assunto, e Gilmar Mendes é um dos convidados.

O debate foi proposto pelo deputado Miguel Corrêa (PT-MG) e será realizado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara Federal, à partir das 09h30. “Precisamos entender melhor a decisão do Supremo Tribunal Federal e ouvir todos os pontos de vista sobre o assunto“, diz Corrêa.

 

Meu ponto de vista sobre este assunto é que discordo de Gay Talese, pois não me considero jornalista porque tenho um blog, pois nada substitui formação acadêmica. 

Não me sentiria confortável em ser chamada de “jornalista” ou ser contratada como “jornalista”, uma vez que não possuo tal graduação.

Mas sabemos que muitos não se importam com esses “detalhes” e que a nova regra irá beneficiar muita gente.

Um ponto positivo é que, algumas faculdades já pronunciaram que irão adequar as disciplinas à nova realidade. Excelente atitude. Adequar é preciso, pois a modernidade bate à nossa porta todos os dias.

Outro ponto é que, sabemos que as melhores empresas continuarão à exigir o diploma. Afinal, vamos à faculdade não somente para obter um diploma e sim para ganhar conhecimento. Até posso citar uma frase antiga “Quem faz a faculdade é o aluno”.

 Por isso, nessa “guerra” vencerá quem tiver conhecimento.

 

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Um comentário em ““Novo Jornalismo”

  1. Eu sempre fui contra. A linha de raciocínio é meio confusa, mas vou tentar explicar:

    Os jornalistas que são a favor dessa medida afirmam que continuará prevalecendo a competência, que será facilmente identificada por eles, especialistas no assunto.

    A questão é: e pra nós, leitores? Como vamos identificar quando estamos lendo algo bem fundamentado, ético, sensato e isento, e não só um texto bonitinho e cheio de falácias, mentiras, tendências, e etc.

    O que já me responderam foi: e antes, quem garantia isso? Mesmo com o formado?

    De qualquer forma, tendo essa segurança ou não, tenho certeza que a discussão deve focar a ética. Formado ou não, é preciso ser correto. E isso se aprende sim na escola (embora os maus alunos não assimilem tão bem).

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