
Primeira indústria de semicondutores da América Latina nasce em parceria com a Unesp, de Araraquara, Symetrix, dos EUA, e
Grupo Encalso-Damha, de São Carlos, e terá investimento inicial de US$ 250 milhões para produzir memórias e sensores.
A empresa norte-americana Symetrix Corporation e o Grupo Encalso-Damha decidiram instalar no Parque Ecotecnológico de São Carlos, em SP, no segundo semestre de 2009, a primeira indústria de semicondutores da América Latina.
Na unidade, serão produzidos chips de memória ferroelétricas para os cartões inteligentes, que possuem diversas aplicações, como a utilização de bilhetes para o transporte público, telefonia celular, TV digital, controle médico de pacientes e movimentações bancárias, além de facilitar o acompanhamento da arrecadação do ICMS.
“Essas memórias ferroelétricas têm vida útil de prazo indefinido e podem ser lidas e escritas por cerca de 100 trilhões de vezes“, segundo José Arana Varela, pró-reitor de Pesquisa da Unesp e docente do Instituto de Química.
O Estado de São Paulo disputava a indústria, desde o início do ano, com Rio de Janeiro e Pernambuco.
A nova indústria terá, em uma primeira etapa, investimentos estimados em US$ 250 milhões, com possibilidade de ampliação posterior para até US$ 1bilhão, de acordo com Marco Aurélio Damha, sócio do Grupo Encalso-Damha.
Além do investimento, estima-se que a fábrica gere pelo menos 700 empregos diretos no município, mão-de-obra altamente qualificada que deverá ser formada por mestres e doutores de áreas como química, física, engenharia, matemática e design de circuitos integrados.
“A fábrica será um catalisador para instalação de novas empresas de alta tecnologia, criando condições necessárias para o País entrar efetivamente na era da nanotecnologia“, afirmou Marcos Macari, reitor da Unesp e acrescentou,
“A Unesp produz conhecimento, mas não é sua detentora. O país é o grande detentor do conhecimento gerado nas universidades paulistas e cabe à iniciativa privada gerenciá-lo do ponto de vista industrial pensando no desenvolvimento do país”.
A iniciativa contará com o suporte científico e tecnológico do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), vinculado ao Instituto de Química do campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
“A fábrica deve faturar cerca de R$ 100 milhões nos primeiros anos de funcionamento. O mercado mundial de chip de memória gira em torno de US$ 53 bilhões e o Brasil tem entre 1% e 2% desse mercado. O objetivo do empreendimento é faturar com a substituição das importações desses dispositivos. Inicialmente, queremos suprir o mercado brasileiro, mas a idéia é exportar também”, disse Ricardo Castelo Branco, diretor comercial da joint-venture entre os dois grupos empresariais.
A instalação da indústria se beneficiará de um decreto presidencial relacionado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Ciência e Tecnologia, que isenta de todos os impostos federais as empresas do setor de semicondutores, uma das quatro prioridades da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce) do governo federal.
Fonte: Unesp
Vale a pena saber:
Conforme entrevista dada a Intersom FM na semana passada, o prof. responsável José Arana ressaltou alguns pontos interessantes sobre a fábrica de Semicondutores:
- A mão de obra da fábrica será diferente, e São Carlos não possui toda essa mão de obra especializada, e com isso irão trazer gente de todo o mundo, isso é normal, segundo ele disse.
- São Carlos irá se tornar a capital da nanotecnologia que hoje não existe.
O entrevistador e também responsável pelo Intersom Debates Juquita, questionou o professor sobre quando a fábrica irá funcionar, e ele foi enfático dizendo que dependerá da atual crise, do fim dela, pois com a fábrica iremos atrair investidores como Austrália, Japão e EUA.
Juquita perguntou também ao prof. sobre os cursos que hoje existem na área de tecnologia, engenharia, química, se o que já existe consegue suprir toda essa “evolução tecnológica”, ou necessitamos de novos cursos com novas vertentes; e o prof. respondeu que “Os alunos precisam ter menos aula, e pensar mais”. Sobre a vinda de pessoas da Symetrix ao Brasil, o prof. disse que já vieram, e que a visita à São Carlos está prevista para o final deste mês ou começo de novembro.
Para finalizar, o professor José Arana nos informou que o grande articulador desta grande empreitada foi o Prof. Marcos Macari, reitor da Unesp Araraquara. Foi ele quem fez toda a negociação, com o grupo da Symetrix e com o grupo Damha; uma vez que a disputa pela indústria, estava entre São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Provamos que temos conhecimento, e a Symetrix não escolheu o estado por seus “lindos olhos” e sim por seu conhecimento.
Colocando meu “modestinho” ponto de vista:
Primeiramente e resumidamente FORMIDÁVEL!.
Mas sobre esta última informação do prof. onde ele diz quem realmente negociou a vinda da fábrica para São Carlos, tenho à dizer que infelizmente políticos da atual administração de São Carlos, assim como o candidato à eleição apoiado por ele utilizou desta excelente notícia para “propagandear” nos últimos programas políticos, afinal a fábrica virá na gestão PT.
Independente de isso ter pesado ou não no resultado final, onde o apoiado que utilizou a notícia venceu; acredito que a maioria dos votos do tal candidato não correspondam à pessoas que se preocupem com tal tecnologia, não acredito que tenham este perfil.
Pois bem, aí a prova de que não foi nem um, nem outro, e sim o reitor da Unesp Araraquara Marcos Macari quem fez toda a negociação.
E que venha a nanotecnologia!
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